Dolosamente estas cometo
na ruidosa madrugada muda.
Tudo o que em mim
lateja,
a ponta em tinta goza
por absolvição.
Sou livre pólvora
da alforria,
que escapa pelos furos deste –
antes virgem e branco.
Aqui, ante vós,
meus pecados são veniais.
Ó deliciosa fornicação:
eu peco, vós cumpris pena.
Se única palavra minha ledes
liberto-me em teu fardo
do insuportável e vitalício
múnus
de juiz meu.
Réu confesso
ganha um olho.
Testemunha una,
perde a visão.
"Somente a consciência individual do agente dá testemunho dos atos sem testemunha, e não há ato mais desprovido de testemunha externa do que o ato de conhecer." Olavo de Carvalho
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2 comentários:
Gostei deveras!!!!
:)
É de sua autoria?
bjs!
Pois é primo. Teu blog proporcionando bons links poéticos. A moça tem talento.
Abraço no primo!
e Beijo de Parabéns pra moça!
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