Subia em vagar ritmo
pelos entremeios dos dedos do pé,
a começar do mindinho.
Não iludia, nem desiludia,
fazia cócegas.
E dele ria, charmosa,
sorriso de lado,
aquele que só a segurança nos traz.
E sorrindo, me distraindo,
ele veio alado,
serpenteando tornozelo,
bambeando joelhos,
tomando-me as coxas,
abrançando-me as ancas e cintura
com vigor e desvario.
Tomou-me assim, como peça inteira
de açougue, em abrupta imobilização.
Gargalha de minha condição,
regozija-se de seu ataque sorrateiro.
Fazia-me cócegas e
agora, pega-me direto para convulsão,
em movimentos senos e obscenos.
Ris? Pegou-me, pega-te, pega-lhe, do mesmo jeito,
bobos e alheios que somos,
como pato caímos no conto
de quem nos foi desde meninos
apresentado.
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Um comentário:
quer dizer q agora vc é agricultora no afeganistao????
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